Hoje (data em que escrevo o post, não a data de publicação) posso considerar que passei pelo meu primeiro grande desafio com relação à minha proposta de ano minimalista. E enquanto o sangue ainda tá correndo quente na veia gostaria de compartilhar a reflexão, do quão afetados e escravos do consumo nós somos.
Entrei numa loja pra fazer um pagamento e comprar um bloqueador solar, já que o meu acabou. Passando pela sessão de sapatos percebi que estavam em liquidação, com modelos muito bonitos e baratos. Me liguei nas rasteirinhas, e me lembrei que as minhas não são exatamente novas, e que uma boa rasteirinha poderia me fazer passar bem por esse ano, sem precisar comprar nenhuma outra.
Experimentei, gostei, fiquei com ela na mão. Peguei o bloqueador solar e me dirigi ao caixa, obstinada em levar. Mas de repente me senti pesar, a mão suando, a cabeça inquieta. Entrei numa espécie de transe e quando percebi já estava andando há mais de 15 minutos pela loja, pesando os prós e os contras de levar aquele sapato.
Dei um basta no jogo mental e deliberei sobre quem é que mandava ali naquele momento. Vitória, não levei a sandália e nem nada mais que não fosse estritamente o que eu precisava. Mas me assustei muito com o efeito psicológico (e físico!) daquele momento. E é essa a reflexão que deixo. Me senti escrava do ego, como se minha própria consciência e atos não pertencessem a mim. E não há como algo assim ser bom.
Não sei por quantas situações assim eu passarei ao longo desse ano, mas hoje tive um reforço muito grande sobre o propósito desse ano sabático pra mim. E cada vez menos o sentido disso tudo continua a ser simplesmente economizar. Espero terminar este 2012 liberta e forte, me conhecendo e deixando que a única senhora de mim seja a minha própria razão.
Você já parou pra pensar sobre o que o consumo representa pra você?
Ano Sabático: a primeira grande prova
2012-02-22T14:00:00-02:00
Renata Checha















