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2012: um ano em que ~menas~ é mais

#Motivação
Há muito me questiono sobre o excesso de consumo. Nunca fui a melhor pessoa pra lidar com dinheiro, admito. Há algum tempo isso não me incomodava, mas a partir de quando a coisa fica feia e a sua saúde financeira vai pro brejo, você sempre bota a mão na consciência. E hoje eu sofro muito com coisas importantes que eu poderia e deixo de fazer por dívidas inúteis, que nunca me acrescentaram felicidade real na vida.

Por isso eu resolvi que 2012 seria um ano absolutamente low profile pra mim, em termos também de consumo. E quando eu falo de consumo não falo apenas de gastar dinheiro: falo de amontoar tranqueira inútil, de ter mais roupa, sapato e maquiagem do que meu corpo realmente precisa. São apegos que nos causam mais angústia que felicidade. Sempre vejo muita gente dizer que uma vida mais simples é mais feliz e é isso: chegou a hora de provar pra mim mesma que isso é uma verdade.

Junto comigo nessa jornada está a Kellen Serrano, uma amiga muito especial que 2011 me deu. Assim como eu a Kellen tem suas questões com o excesso de consumo e sofre por isso. E assim como eu ela quer aprender a viver de forma minimalista. Ela não tem blog, mas abri meu espaço pra que ela possa compartilhar a experiência com vocês. Acho que será interessante ter duas visões diferentes e perceber como o mesmo propósito pode fazer crescer cada perfil. Ela não será obrigada a postar, mas sempre que tiver vontade a casa está aberta.


#Expectativa
Meu objetivo maior quanto a grana é ter uma planilha de finanças mais equilibrada. Meu rendimento não é o melhor do mundo, mas sempre penso o seguinte: tem gente que sustenta uma família inteira com menos. Grande parte dos meus gastos envolve frivolidades: roupa, sapato, maquiagem, e com isso não me sobra dinheiro pra gastos mais inteligentes, como viagens. Fora que está na hora de começar a pensar no futuro: pagar uma previdência, seguros, pensar que não terei saúde pra trabalhar e ganhar dinheiro o resto da vida.

Em termos de espaço, quero respirar. Moro numa quitinete com três gatos e pra todo canto que olho tem coisa amontoada. E acho que não uso nem 50% dessas coisas. Um espaço mais limpo significa menos angústia, menos coisa pra limpar (=D), menos transtorno pra mais tranquilidade.

A Kellen não está muito diferente de mim. Quase sempre os gastos desnecessários são com mulherzices: roupas, sapatos, bijouterias, bolsas... Acredite, eu já vi o closet dessa mulher. Tem coisa ali pra ela, pra mim e pra mais umas três mulheres. E a minha querida amiga quer diminuir o ritmo pra concretizar muitas coisas, dentre elas o sonho de passar dois meses aperfeiçoando o francês num café ao pé da Torre Eiffel.



#Prática
É uma tarefa dura de realizar, principalmente quando pensamos em abrir mãos de luxos aos quais nos acostumamos. Mas acredito que a lição mais importante aqui não é deixar de consumir, mas fazê-lo conscientemente. Um exemplo prático: um bom jantar é uma delícia, não é mesmo? Mas você realmente precisa de um bom jantar todos os dias da semana?

Para atingir nossos nobres objetivos é preciso método. Um método eficiente já nos inspira em grande parte a disciplina. A Kellen escreveu uma sequência de ações que foi a mesma que eu descrevi e que será uma ótima guia:

1º) Problematizar: buscar inspiração, fazer listas, definir o que é essencial (e pode ser comprado) e o que é supérfluo (e entra na lista negra da carteira). Em outro post da série incluirei a nossa lista do que podemos ou não comprar e alguns links que servem de inspiração;

2º) Controlar: se você ainda não sabe, planilha é vida! Muita gente às vezes se descontrola um pouco pelo simples fato de não se organizar bem. Eu há 4 anos uso o Excel pra controlar as contas e mesmo não sendo o melhor exemplo ainda assim me quebrou um galhão. Me cadastrei no Organizze, que é o app de controle financeiro que a maioria das pessoas usa, aparentemente. A Kellen também baixou os delas e as dicas vão no próximo post!

3º) Eliminar: não apenas gastos. Boa parte da evolução nessa nossa proposta consiste em nos livrar do que não serve e podem acreditar, desapegar é mais difícil do que parece. Mas com calma tudo dá certo. A minha dica é fazer que nem o Jack o Estripador e ir por partes: em dias distintos faça limpas diferentes: um dia pro closet, outro pra biblioteca, outro pra sala de tv... Quando menos perceber, você terá eliminado muita coisa sem maiores traumas.


De forma geral é isso. Não pretendia que o post tivesse ficado tão grande, mas eu além de não ser muito econômica com palavras (pelo menos aqui posso exagerar né?) precisava realmente explicar bem nossa motivação. Vou fazer um outro post só com os links e a nossa lista do que podemos ou não comprar.



E lógico, esse é um processo longo e contínuo, portanto haverão outros posts. No mais acompanhem a evolução, nossos possíveis tropeços e nossas muito maiores vitórias. Nós temos certeza de que cresceremos e nos tornaremos pessoas melhores. E você está convidado a evoluir junto com a gente! #2012MenaséMais!!!

Beijos!! <3
Imagens: We Heart It (cada uma com seu link de origem)