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Pra encerrar, reflexões sobre 2011

O ano novo será um ano de romper muitas barreiras. Mudar costumes, assumir riscos e recomeçar. Eu tenho expectativas, mas mais do que esperar, preciso ter disciplina e garra pra ir atrás dos sonhos. Meu 2011 depende exclusivamente de mim.

Quero estudar mais, trabalhar mais, ler mais, me destacar mais, ajudar mais, ter mais foco, mais garra, mais proatividade. Quero amar mais, acreditar mais e ser mais correspondida em meus bons sentimentos.

E quero ser menos vítima, menos culpada e menos dispersa. Se vier o sofrimento, encarar com serenidade e saber dar a volta por cima.

Acho que dessa forma eu chego lá. Vejo vocês em 2011!

Retrospectiva – parte 2

Continuando com a série de reflexões…

Sobre meu trabalho e minha carreira, esse foi um ano crítico. Depois de cinco anos trabalhando com propaganda, cheguei à conclusão que seguir carreira em agência não é o que quero pra mim. Há mais de um ano tenho insistido, mas não dá pra continuar. Não vou falar demais sobre isso aqui, até porque em breve publicarei um post exclusivo sobre isso. O fato é que, como em vários outros aspectos, começarei do zero. É difícil e será um grande desafio, pois existe uma cobrança grande em cima da minha realização, da parte dos outros e da minha mesmo. Mas enfim… Um assunto muito tenso pra falar.

De grana, terminei o ano no vermelho. Tive muitos prejuízos esse ano e chateações. Um dos meus gatos ficou doente e o tratamento custou muito caro, mas pelo bem, hoje ele está novinho em folha. Um agradecimento especial a todos que estiveram envolvidos nisso. É um presente olhar pra ele hoje, saudável, ativo e feliz, e realmente por maior que tenha sido a dificuldade, valeu a pena.

Em compensação com o carro… Só desgosto e prejuízo. Revisão, uma coisa que para de funcionar aqui, outra ali, outra batida… É, batida. Outro motoqueiro inconsequente e sem condição de arcar com os problemas que arranja. Mas para 2011 me livrarei do carro, das despesas e da dor de cabeça. E também de todos os laços que ele simboliza e que eu quero romper. Acreditem, nunca fiquei tão feliz com a idéia de andar a pé. Isso tudo faz parte de um pensamento que será uma das minhas diretrizes em 2011: às vezes para evoluir, é preciso perder um tempinho retrocedendo.

Bom, termino esse post dizendo que pelo menos tive saúde. Continuo viva, com todos os membros, e uma razoável estabilidade mental. Apesar de todos os pesares, tive momentos de riso, viagens (não todas as que eu queria, mas muitas ainda assim), encontros especiais, meus dois filhotes fortes e gordos, boa comilança, alguns exageros na bebida, e tudo isso que a gente precisa pra ficar contente e pra esquecer as tristezas.

2010 fica pra trás, e com ele fica a tristeza, o desânimo, a falta de coragem e a falta de atitude. Fica uma parte da minha imaturidade, do meu medo e das coisas ruins que precisam sair pra dar espaço às coisas boas e novas. Já 2011… Bom, vou fazer um post especial sobre 2011, pra não misturar as coisas. Até logo mais!!

2010: um ano que já vai tarde

Sempre fui da teoria que de anos pares não são os melhores pra mim, e 2010 não contrariou as expectativas. Farei aqui uma breve retrospectiva de vários aspectos (eu divido a existência – pelo menos a minha - em aspectos) desse ano, que servirão mais como uma reflexão pra mim. Acompanhem se quiserem. É bem provável que eu tenha que dividir o post em duas ou três partes, falo demais.

Estudos/Leituras:

Incrivelmente fraco. Esse foi um dos vários aspectos da minha vida que foram prejudicados pelo desânimo que me tomou. Leitora ávida de livros densos e de grande volume, li em 2010 no máximo uns 3 livros xoxinhos (tirando o Casa dos Budas Ditosos). Não evoluí em nada também em termos de conhecimento. Não estudei, não investi em mim, não fiz nenhum curso, e dos poucos eventos que participei que poderiam ter me acrescentado algo, participei sem emoção alguma. Triste.

Second Life:

Paralela à vida offline, tenho uma vida online, que ficou muito mais evidente esse ano. Passei mais da metade do meu ano conectada, com certeza. Por um lado foi ótimo, conheci muita gente bacana, passei a coordenar o LuluzinhaCamp GO, desenvolvi junto com a Lui e a Tata o #catloversday, projeto maravilhoso, cheio de sucesso. Fora os blogs maravilhosos para os quais colaboro, e que infelizmente acabaram um pouco abandonados no fim do ano.

Mas nem tudo são flores, e alguns projetos super bacanas como o Pés Rachados não decolaram como eu gostaria. Muito por culpa minha mesmo. E o pior, que é o tempo que a internet come da nossa vida. Incrível como distrai a gente, foram inúmeras as vezes em que me dei mal por permitir que a internet me distraia tanto. Isso tem remédio?

Pessoas

Um aspecto extremamente importante da vida de qualquer um, for sure. Uma das únicas partes do meu ano que realmente valeram a pena foram os amigos. Os que já eram, e os que viraram. Se são pra vida toda eu não sei, mas que contribuíram pra que eu aguentasse bem esse ano terrível, isso é certo. Mas claro, houve decepções. Por causa de uma dessas inclusive, mudei toda a minha concepção sobre aniversários. Como boa aquariana, digo que não tenho melhores amigos, mas vários ótimos amigos, cada um com a sua importância. E cada um desses tem um pedaço do meu coração consigo.

Família eu prefiro não comentar. Realmente 2010 foi um ano de decepções infinitas e de aprender que sangue não vale muita coisa. Importe-se e dê valor aos que cuidam de você, se preocupam com você, independente de em que ventre você foi criado. Cada vez mais me desligo da família, e acredite, isso só me faz bem.

Quanto a relacionamentos… Esse foi um ano bem tranquilo. Depois de uma grande decepção em Janeiro, e em Fevereiro insistir numa volta que não rolou (ainda bem, pois teria sido um grande erro da minha parte), passei o ano tranquila, sem esperar nada de ninguém, apenas com casinhos passageiros. E foi ótimo. Me conheci melhor, me curti mais, e me tornei muito mais confiante, senhora de mim, das minhas vontades, do meu corpo, dos meus desejos.

Bem no fim do ano o amor me pegou de um jeito totalmente inesperado, mas é complicado, e ainda terá desenrolar. Enfim, prefiro não comentar ainda, já que é um caso sem final. Logo mais publico outro post com mais reflexões.

Resenha de livro: Casa dos Budas Ditosos

Copiarei abaixo a resenha que fiz do livro de João Ubaldo Ribeiro, no Skoob. Uma leitura que vale a pena. Se você está envenenado pela moral cristã que condena o sexo por puro prazer, pode ler em segredo, eu não conto pra ninguém.

Sexo, uma necessidade visceral

Diz a lenda que após receber a encomenda de um livro sobre luxúria para a coleção Pecados Capitais, João Ubaldo Ribeiro recebeu em seu prédio um envelope com os manuscritos anônimos, que ele viria a editar e publicar.

Não dá pra saber se isso é realmente verdade ou não, e boa parte da graça em ler o livro está nisso. De fato, a linguagem não é muito familiar ao estilo do autor. Mas a narrativa é muito bem construída, e a narradora consegue prender muito bem a atenção.

Aliás, a história é a de uma senhora de quase 70 anos, em seus dias atuais portadora de um aneurisma, que conta as várias experiências sexuais que teve, desde criança. Percebe-se que é uma pessoa rica, de bons costumes, muitíssimo culta, principalmente pelos níveis de suas citações filosóficas e literárias.

Porém apesar desses fatos, é interessante a naturalidade e o despudor com que ela fala de suas experiências, nomeia órgãos, posições. E o quanto ela assume sem máscara alguma o seu gosto pela experimentação do sexo: incesto, orgias, menàges, diferentes tipos de pessoas, homossexualidade.

Eu particularmente me tornei muito fã desta heroína, porque vejo o sexo de uma forma como poucas pessoas vêem, sem pudor, sem amarras da sociedade. Achei brilhante as descrições das situações, e a forma totalmente não arrependida com que ela conta tudo. Aliás, nas palavras da própria, só se arrepende do que não foi feito.

Enfim, uma ótima leitura, nota 10. Leve, gostosa, tem alguns erros de português (segundo João Ubaldo Ribeiro, o texto original foi preservado ao seu máximo) totalmente perdoados pelo nível intelectual da narradora. Difícil não terminar um capítulo ou outro cheio de tesão, ou pelo menos, com a imaginação revirada. E um ótimo começo pra quem quer se livrar das amarras morais castradoras do prazer natural.

Termino esta resenha com um trecho do fim do livro, em que a narradora comenta sobre seus objetivos ao compilar sua experiência:
"Porque eu tenho a convicção de que a maior parte das mulheres e homens é como eu e pensa que não, cada um pensa que é único em suas maluquices. Não é, não, somos todos iguais. [...] Quero que as mulheres fiquem excitadas, se identifiquem comigo, queiram me comer e comer todo mundo que nunca se permitiriam saber que queriam comer, quero criar um clima de luxúria e sofreguidão".

Comigo a missão foi cumprida!!

Meta literária customizada

Confissão: quase morri de vontade de entrar no Desafio Literário 2011. Mas pra entrar no desafio eu precisaria comprar ou pegar muitos livros emprestados. E eu tenho muitos livros aqui, inclusive que ganhei em amigo secreto do ano passado, fazendo aniversário. Resolvi então me conformar com a minha idéia antiga, que era simplesmente organizar uma lista dos livros, de forma que eu consiga ler todos os que tenho aqui em 2011.

Assim também facilito uma outra meta, que é a de apenas comprar livros novos quando ler todos os que estão empacados aqui (claro, podem continuar dando de presente, inclusive de aniversário, hehe). Da forma como ficou organizado, precisarei apenas completar três coleções (ou não, se você se ligar na minha lista de aniversário).

O critério de divisão foi achismo puro. Procurei dividir por temas e por grau de “profundidade”, contrabalanceando leituras que julgo serem mais leves e mais densas, e lógico, número de páginas, porque também não vou viver só pra ler.

Vamos ver como ficou:

Janeiro:

Marley & Eu, de John Grogan;

Mulheres Ousadas Chegam mais Longe, de Lois P. Frankel;

Fevereiro:

Uma agulha para o diabo e outras histórias, de Ruth Rendell;

A Ilha Perdida, de Maria José Dupré;

Enigma na Televisão, de Marcos Rey;

Março:

Contra Bush, de Carlos Fuentes;

A lógica do consumo, de Martin Lindstrom;

Abril:

Viagem ao Centro da Terra, de Júlio Verne;

Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë;

Maio:

A fábrica da violência, de Jan Guillou;

Junho:

Lua Nova, de Stephanie Meyer;

Eclipse, de Stephanie Meyer;

Julho:

Amanhecer, de Stephanie Meyer;

Coleção Diários do Vampiro, de L. J. Smith;

Agosto:

CV, PCC - A irmandade do crime, de Carlos Amorim;

Setembro:

O diabo no porta-malas, de Marcos Rey;

O escaravelho do diabo, de Lúcia Machado de Almeida;

Um cadáver ouve rádio, de Marcos Rey;

Outubro:

Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne;

A Volta ao Mundo em 80 Dias, de Júlio Verne;

Novembro:

Ponto de Impacto, de Dan Brown;

Fortaleza Digital, de Dan Brown;

Dezembro:

Coleção Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley;

Era no tempo do Rei, de Ruy Castro;

Quando Nietzsche chorou, de Irwin D. Yalom;

Distração do recesso

Recesso por favor. Não ouse chamar 10 dias entre Natal e Ano Novo de férias. Depois de ter ficado quatro dias absolutamente sem regras, obrigações e com muito tempo disponível pra dormir, vou terminar a semana vendo muita tv e lendo bastante.

Fiz uma seleção aqui pra tentar cumprir o máximo possível até o fim da semana. Vou contar pra você me dizerem o que acham:

Livros:

Vou terminar a leitura de Casa dos Budas Ditosos, que é absolutamente delicioso. Por obrigação pretendo retomar e terminar A Cabana, o livro mais chato que já li depois de Causa Nobre. Pra acompanhar minha lista de leituras, resenhas e outras informações, me adiciona no Skoob.

Filmes:

- The Runaways (looouca pra ver);

- A enseada, documentário;

- Austrália;

- Gamer;

- O marido acidental;

- X-men origins.

(Qualquer excesso de Hugh Jackman ou Gerard Butler nessa lista é absolutamente proposital);

Séries:

- Caverna do Dragão e Cavaleiros do Zodíaco (reassistindo tudo em sequência, desde o comecinho!! ^^);

- Terminar a 5ª temporada de Lost, por obrigação moral, porque ficou insuportavelmente chata;

- 2ª temporada de House e Big Bang Theory, que enrolei o ano inteiro pra assistir e tô na maior expectativa;

- Finalmente começar a assistir Brothers & Sisters (tenho certeza que vou amar);

- Reprisar desde a primeira temporada, Everwood. Uma das melhores séries que já vi, mais triste e mais bonita. Só de lembrar da abertura, me comovo.

Não sei se vou conseguir cumprir, óbvio. Mas ainda tenho um resto inteiro de semana!!! ^^

Recesso interior

Após um longo período sem postagens, venho me manifestar. Não foi falta de novidade, isso teve bastante. Eventos, realizações, amigos, momentos, um dono novo pro meu coração e até uma banda formada só pra um concurso de bandas de garagem. Faltou foi tempo e motivação, em proporções diferentes. Tempo aliás ainda tá faltando até hoje e segue faltando pela semana. Dezembro é sempre um mês movimentado, mas esse está batendo recordes. Motivação faltou menos, mas qualquer tanto que falta é arrasador.

Minha vida de um mês pra cá saltou, mergulhou de cabeça bem fundo e agora está nadando pra voltar à tona. Então decidi aproveitar o turbilhão e cuidar um pouco de mim. Estou aproveitando os momentos offline, curtindo amigos, festas e momentos que serão os últimos de uma etapa da vida que vai ficar pra trás. A cabeça ainda está confusa e a alma à procura de alento, e acredito que é nessa pausa que eu vou encontrar todas as minhas respostas.

Em breve eu volto pro blog pra compartilhar, porque me sinto feliz em receber as boas energias que sempre recebo por aqui. E também porque há muito para contar. Mas enquanto isso, vou aproveitar esse restinho de 2010, que é o fim de uma das piores temporadas dessa grande série tragicômica que é minha vida. Não estou totalmente off, continuo presente e bem ativa nas redes sociais (todos os contatos linkados ali em cima e na barra lateral) e por lá dá pra ir sabendo os flashes das novidades. Só a frequência é que diminuiu.

Um ótimo fim de ano pra vocês e até logo!